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Snipe Talk com Beto Hackerott!!!!!!

img_0124Semana curta de feriado, não vai dar tempo de sentir saudades do barco! Quinta feira já vamos pra água de novo!!!

Eu tô caçando snipista pra colocar uma entrevista aqui por semana!!  Mais fácil caçar os caras em terra do que na água!! Então vamos nessa!!

Nosso Snipe Talk dessa vez é com o Beto! O cara bolou a Copa Vela pra nossa felicidade!! Neste último final de semana a raia teve 70 barcos e na nossa classe batemos recorde de 24 barcos inscritos!!

A entrevista do Beto Hackerott esta ai na sequencia!

Boa semana e bons ventos!!

Snipe Talk!

1 – Quantos anos tem e a quantos anos veleja?
BETO: 37 anos, velejo há 32 anos de Snipe.

2 – A vela é uma herança familiar ou você procurou pelo iatismo sozinho e por que?
BETO: herança familiar. Velejei pela primeira vez aos 5 anos com meu pai, que na época tinha o Snipe Lineburger 14414.

3 – Qual foi seu primeiro barco? Quantos anos tinha quando teve seu primeiro barco? Quantos barcos ja teve? Seu primeiro barco foi um snipe ou foi outro?
BETO: em troca de uma bela reforma, fiquei com o Snipe Thor 26656 do meu pai Fred a partir dos 20 anos de idade. Foi meu primeiro barco, que tenho até hoje guardado na garagem. Foi quando assumi a função de timoneiro. Depois de alguns anos comprei um Lemão semi-novo do Bebum (30546) que utilizo até hoje.

Outro aspecto importante é que fui proeiro de meu pai dos 9 aos 17 anos de idade. Foi bom para aprender o valor de trabalhar em equipe…Fomos campeões paulistas de Snipe em 1994. Eu tinha 14 anos. Foi quando decidi seguir na classe Snipe.

4 – Como foi sua primeira velejada de snipe?
BETO: foi em 1984, quando eu tinha 5 anos. Caiu uma tempestade com raios e trovões e até hoje me lembro de ficar escondido no porão do Snipe de madeira, por recomendação (arriscada) do meu pai. Imagina se o barco vira? Não virou…

5 – Qual foi seu maior perrengue e qual foi sua melhor velejada de snipe?
BETO: maior perrengue foi no brasileiro de 2006 na represa. Após a regata entrou uma chinelada de Oeste com mais de 45 nós. Tiramos o Grande antes da rajada e o barco planava a 15 nós só com a buja e os dois na escora. Eram 80 Snipes na raia, quem não tirou o grande capotou…parecia boliche…

6 – Quais são seus planos para os próximos 10 anos em relação ao snipe? Tem alguma sugestão para a equipe a coordenação da classe?
BETO: gostaria de continuar na classe. Sempre ativa, com pessoas do bem, que seguem bem o lema “serious sailing, serious fun”. Investi num barco bom e tenho velejado regularmente nas regatas da COPA YCP. Fico feliz de incentivar proeiros a crescerem na vela, como foi com o Gabriel Chorociejus (parceria de 4 anos) e minha esposa Eloah, minha valente proeira há 2 anos. Ensinei muita gente a velejar no Snipe! É um barco escola completo e muito mais:

O Snipe é um excelente veleiro para o perfil do Brasileiro: marinheiro no mar, durável, relativamente barato – porque é produzido no Brasil – com baixa depreciação em relação às classes olímpicas e semi-olímpicas. Além disso, é super competitivo e técnico. Ensina a trabalhar em equipe. Muita gente boa, campeã e com experiência velejando. Bruno Bethlem foi Snipista a vida toda e irá para os olimpíadas do Rio no 470. Rondina e Nicholas Grael, também Snipistas, vão no mesmo caminho…os jovens têm na classe Snipe a possibilidade de velejar em raias do Brasil todo, muitas vezes com mais de 70 barcos competitivos num mesmo campeonato. Não há melhor treino e aprendizado para um jovem recém-saído do Optimist, que um dia, numa raia olímpica, enfrentará 80 barcos numa regata! quase TODOS os medalhistas olímpicos brasileiros da vela passaram pelo Snipe: Torben, Lars, Scheidt, Prada…todos são Snipistas de formação!
Hoje, tentam seduzir os jovens pela velocidade…E, por isso, tem gente que diz que o Snipe não é a melhor escolha para o jovem… Eu discordo totalmente! A maioria das regatas de hoje é barla-sota e o Snipe é muito rápido e orçador no contravento. A flotilha anda impressionantemente igual e qualquer erro menor te joga pra trás. A noção de velocidade relativa é altíssima devido a esse emparelhamento com muitos barcos. Muitas vezes chegam 5 ou 6 barcos juntos, em regatas de 20 barcos…e tudo isso cabe no bolso do “paitrocinador”..!


1 Comentário

  1. Mario Sacconi disse:

    muito bom seu esclarecimento sobre o barco e a classe!

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