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História

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texto de Pedro Quezada

 

A Classe Snipe reúne os proprietários do veleiro Snipe com características equivalentes, independente do seu ano de construção, isso significa que existem condições de competição entre veleiros dos mais diferentes construtores e anos de fabricação.

O projeto desse veleiro nasceu com a filosofia “Open Source”, conceito moderno adotado no desenvolvimento de tecnologia de software, regulamentado por fundações internacionais, ou seja, o projeto criado por William (Bill) Crosby, em 1931 na Flórida (Estados Unidos), podia ser usado, copiado, estudado e redistribuído sem restrições!

Os projetos originais foram publicados em julho do mesmo ano pela revista “The Rudder” batizado de “Snipe”, com informações detalhadas para que qualquer pessoa fosse capaz de construí-lo em casa, a partir de material padrão ou então adquirindo “kits” para montagem, tanto que o número 1 foi registrado dois meses depois por Jimmy Brown, um garoto do Mississippi com 14 anos de idade!

A facilidade de construção, bem como o excelente desempenho do Snipe perante veleiros maiores com maior área vélica, fez com que em maio de 1932 fosse fundada a SCIRA – “Snipe Class International Racing Association” ou Associação Internacional de Regatas da Classe Snipe, uma organização sem fins lucrativos, tendo Hub Isaacks do Texas como primeiro Comodoro (maior cargo administrativo), para organizar as informações dos seus 150 barcos numerados, chegando rapidamente a 250 Snipes em 6 meses.

Trata-se de um veleiro rápido e fácil de ser operado, por duas pessoas, o que torna um excelente veleiro escola, pois pode ser timoneado por um instrutor, ou velejador mais experiente, e tripulado por um jovem saído da classe Optimist ou totalmente inexperiente. Porém é um veleiro que têm difícil evolução na performance, pois depende de diversos ajustes, técnicas e um treinamento contínuo para fazê-lo velejar bem!

Um dos princípios fundamentais da classe Snipe é mantê-la popular, isso não significa que o projeto ter nascido gratuito, livre e aberto estejamos falando de uma acracia, pelo contrário, trata-se de uma Associação muito bem organizada e estruturada, sendo os veleiros aprovados tecnicamente e certificados por um medidor oficial, para que possa então ser considerado um veleiro da Classe Snipe. Todas as regras da classe estão reunidas num manual chamado “Rulebook“.

 

Por outro lado a medição e certificação dos Snipes não significa que ela seja imutável e estanque, tanto que a evolução de novos materiais e indisponibilidade de outros, como por exemplo a substituição da madeira pela fibra de vidro, precisa ser autorizada e oficializada por um comitê técnico, desde que isso não torne obsoletos os modelos mais antigos e não encareça desnecessariamente a construção.

Todo esse profissionalismo numa organização sem fins lucrativos refletiu num crescimento e disseminação ao redor do mundo, sendo que atualmente a classe Snipe está presente em 31 países ao redor do mundo! Por esse motivo a classe Snipe formou os maiores nomes mundiais dos velejadores olímpicos e foi adotado nos jogos Pan-Americanos, versão regional das Olimpíadas no Continente Americano.

Estrutura Administrativa Internacional:

(Membros Votantes)

Comodoro

Vice-Comodoro

Secretário

Tesoureiro

Presidente do Comitê de Regras

Secretário Geral para Europa
Secretário Geral para os Hemisférios
(Membros Não Votantes)
Representante ISAF
Chefe de Medição
Conselheiro Legal
Chefe Oficial de Informações
Diretora Executiva
Administração Regional – Brasil:
Secretário Nacional
Medidor Nacional
Capitão de Flotilha
Flotilhas Brasileiras:
426 Rio Grande do Sul
455 Ilha Bela (Capitão: Beto Jesus)
483 Santos (Capitão: Rafael Gagliotti)
510 Lagoa
Secretaria Nacional: www.snipebr.org
Coordenadoria Estadual Paulista: www.snipesaopaulo.wordpress.com
 
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